30 de maio de 2009

Exame 138 da OAB-SP


Iniciar este texto é um exercício de reflexão e pesar, pois deparar-me com o alarmante índice de 90% de reprovação na primeira fase do exame da OAB-SP traz imediatamente à tona dois pontos essenciais para análise:

Frustração dos candidatos: Não há como ignorar o sentimento de desânimo daqueles que se dedicaram aos estudos ou, ao menos, frequentaram regularmente as aulas, mas, mesmo assim, não conseguiram alcançar a aprovação. Essa sensação de derrota é profunda e compreensível diante de tamanha dedicação e expectativa.

Importância do exame de ordem: Por outro lado, é imprescindível reconhecer o papel fundamental que o exame da OAB desempenha. Diante das conhecidas deficiências educacionais e da má qualidade de ensino em diversas instituições superiores do país, o exame surge como um filtro necessário para garantir um mínimo de qualidade na formação dos futuros profissionais do Direito.

Entretanto, é importante ressaltar que a responsabilidade por um resultado tão insatisfatório não pode ser totalmente atribuída às faculdades e universidades. Os próprios alunos têm papel determinante nesse cenário preocupante. Afinal, a busca pelo conhecimento não se limita à simples frequência nas disciplinas do curso.

Para que o estudante realmente domine a área que escolheu, é indispensável um esforço extracurricular contínuo, com leituras, revisões e aprofundamento além da sala de aula. Infelizmente, na maioria dos casos, essa dedicação extra só é intensificada às vésperas do exame, o que não é suficiente para compensar possíveis lacunas na formação.