Iniciar este texto é um exercício
de reflexão e pesar, pois deparar-me com o alarmante índice de 90% de
reprovação na primeira fase do exame da OAB-SP traz imediatamente à tona dois
pontos essenciais para análise:
Frustração dos candidatos: Não há
como ignorar o sentimento de desânimo daqueles que se dedicaram aos estudos ou,
ao menos, frequentaram regularmente as aulas, mas, mesmo assim, não conseguiram
alcançar a aprovação. Essa sensação de derrota é profunda e compreensível
diante de tamanha dedicação e expectativa.
Importância do exame de ordem:
Por outro lado, é imprescindível reconhecer o papel fundamental que o exame da
OAB desempenha. Diante das conhecidas deficiências educacionais e da má
qualidade de ensino em diversas instituições superiores do país, o exame surge
como um filtro necessário para garantir um mínimo de qualidade na formação dos
futuros profissionais do Direito.
Entretanto, é importante
ressaltar que a responsabilidade por um resultado tão insatisfatório não pode
ser totalmente atribuída às faculdades e universidades. Os próprios alunos têm
papel determinante nesse cenário preocupante. Afinal, a busca pelo conhecimento
não se limita à simples frequência nas disciplinas do curso.
Para que o estudante realmente
domine a área que escolheu, é indispensável um esforço extracurricular
contínuo, com leituras, revisões e aprofundamento além da sala de aula.
Infelizmente, na maioria dos casos, essa dedicação extra só é intensificada às
vésperas do exame, o que não é suficiente para compensar possíveis lacunas na
formação.